domingo, 23 de setembro de 2007

O museu do lixo



Por Míriam Santini de Abreu - jornalista

O Museu do Lixo da Companhia Melhoramentos da Capital (Comcap) - empresa de economia mista controlada pela Prefeitura Municipal de Florianópolis - completa quatro anos no dia 25 de setembro. O Museu fica no Centro de Transferência de Resíduos Sólidos (CTReS), no bairro Itacorubi, e tem área de 200 metros quadrados. O local é visitado por cerca de 3,6 mil pessoas todos os anos, com destaque para estudantes da rede pública.
Quando visitei o Museu, em companhia de estudantes de Jornalismo da UFSC, fiquei impressionada com o trabalho de Valdinei Marques, que se auto-denomina Neiciclagem, o embaixador do lixo.Ele leva os visitantes para conhecer o processo de coleta seletiva, as “colinas” de lixo antigamente depositado no local e agora coberto por terra e grama e, principalmente, o Museu. Impossível enumerar a quantidade de objetos reunidos ali, e cuja harmoniosa composição delicia adultos e crianças. Num canto, sofás e um aparelho de som que toca discos de vinil. Noutro, estantes cheias de livros, bibelôs, aparelhos domésticos. Uma deliciosa vertigem para os olhos, tudo aquilo. Nei faz cerimônia de iniciação em volta de uma mandala pintada no chão, e depois todos saem de lá com certificado de agente ambiental.
No CTReS também acompanhei a transferência de resíduos de um caminhão de coleta residencial para outro, maior, no qual o material é colocado para ser levado ao aterro sanitário. Quem vê o lixo despencar de um veículo para outro, restos de comida, papel, plástico e o que houver – tudo num gotejar escuro e viscoso – fica a duvidar da possibilidade de um futuro para a espécie que produz tal tipo de sociedade. As fotos são de Vera Flesch.

2 comentários:

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Anônimo disse...

Li no teu texto, Míriam:
"Uma deliciosa vertigem para os olhos, tudo aquilo".

Coisa de poeta.

Fernando Karl