sábado, 15 de setembro de 2007

Conheci Brigitte

Por Míriam Santini de Abreu - jornalista

Com décadas de atraso – confesso – conheci Brigitte Bierrenbach Montfort, a heroína da série “ZZ7-Brigitte Montfort em ação”. Tudo porque a jornalista Elaine Tavares a citou em dois artigos (leia abaixo) que me aguçaram apetites. Elaine também me apresentou, há dois anos, a Perry Rhodan, e desde então sou fascinada pelas aventuras da Terceira Potência. Só não compro e devoro todos de uma só vez porque cada um custa R$ 5,00 nos sebos que têm a coleção. Mas falemos de Brigitte.
Super-espiã da CIA, a melhor, ela é bela, morena, com pupilas azuis que hipnotizam amigos e inimigos, e anda sempre com uma pequena maletinha vermelha na qual guarda sua pistolinha, o rádio portátil disfarçado no maço de cigarros e outras quinquilharias. A bolsa parece não ter fundo, como uma cornucópia dos espiões. Mas Brigitte é sinistra. Derruba chefes de Estados de países da África, da América Latina e da Ásia, sempre pelo bem da humanidade.
Ao usar disfarces, confunde o inimigo, faz de conta que é o que não é, ou que não é o que é. O condinome é “Baby” e, quando o anuncia, os demais espiões – geralmente russos – estremecem. Sai sempre de mãos limpas, com demonstrações de misericórdia por quem obedece suas ordens ou com um tiro certeiro em que se recusa a atender seus desejos. Explode barcos, escala penhascos, aplica um líquido no corpo das vítimas que as faz dormir por 48 horas.
No número intitulado “Golpe de Estado”, ela tem que evitar – ou não, dependendo das circunstâncias que encontrar – um golpe de estado em “um minúsculo país centro-americano, situado entre o Panamá e a Colômbia”. E diz o chefe do setor da CIA em Nova Iorque, o tio Charles, seu grande amigo: “Em resumo: trata-se de uma dessas guerrinhas que você tanto gosta de evitar... Na minha opinião, você poderá evitar ... esse ato de violência, como fez em outras ocasiões. Refiro-me à violência generalizada. A violência para eliminar algumas pessoas é inevitável, naturalmente”.
Obviamente, o interesse da CIA era eleger um determinado candidato nas eleições para ter outra possibilidade de ligação entre o oceano Atlântico e Pacífico além do Canal do Panamá. E o tal candidato, além de abrir o novo canal, “se entregaria de corpo e alma à tarefa de cuidar da prosperidade de seus compatriotas”. Ao final, a agente “Baby” sempre consegue o que quer, e alivia o estresse de suas missões nos braços do amado, na Vila Tartaruga, ilha de Malta. A série foi escrita pelo espanhol Lou Carrigan, cujo blog é
http://www.loucarrigan.com/
Ah, detalhe: Baby é jornalista

Artigos de Elaine Tavares
http://www.sintufsc.ufsc.br/noticias_2005/0711_londres.htm
http://www.sintufsc.ufsc.br/noticias_2004/0316_brigitte.htm

3 comentários:

Lou Carrigan disse...

Aclaremos esto de una vez por todas. Brigitte utiliza los grandes recursos técnicos y materiales de la CIA (incluido el personal de este organismo, que la ama y siempre la apoya) para enfrentarse a los malvados del mundo, en efecto y por supuesto exterminarlos. Pero si quien atenta contra los derechos humanos es la propia CIA, Brigitte va CONTRA LA C.I.A., caiga quien caiga. Saludos de LOU CARRIGAN.

Lou Carrigan disse...

Y otra cosa: Baby ha luchado muchas veces contra la C.I.A., pero no contra Estados Unidos. ¿Acaso iría usted ontra su propio país? ¿Acaso traicionarìa usted a Brasil?
Envío un cariñoso abrazo a tantísimos lectores brasileños que me escriben y que desde un principio comprendieron y amaron a Brigitte.
LOU CARRIGAN

Flavinha disse...

Ola...
sou uma leitora assidua de "Brigittes"!!! Adora ler, sobre suas aventuras, e decidi procurar mais sobre ela na internet... e encontrei vcs... Conhece-la foi a principio interessante, mas depois de pouco tempo nao tem como nao se apaixonar por ela e todas suas artimanhas, e inteligencia... Maravilhosa... assim ja me tornei uma visitante continua desse site...