Hermínio Nunes era ainda muito jovem quando, curioso com o trabalho do irmão de uma namorada, entrou num laboratório de fotografia. Da curiosidade para o aprendizado da profissão foi um salto e em pouco tempo já estava trabalhando como laboratorista numa agência de propaganda. Quando surgiu uma vaga no Jornal de Santa Catarina lá foi ele revelar as fotos. Gostava da mágica que era ver surgir, no papel, a imagem das coisas.
A convivência com grandes repórteres fotográficos levou ao interesse pelo fotojornalismo e a generosidade dos colegas propiciou a apropriação do conhecimento sobre esse fazer. Assim, quando Orestes Araújo mudou do Santa para o Diário, Hermínio ficou com a vaga de fotógrafo. Depois, já forjado no cotidiano do jornalismo passou pelo jornal O Estado e também pelo Diário Catarinense. Fotografou ainda para grandes jornais de São Paulo, revistas e teve até uma foto sua publicada no tradicional jornal estadunidense Washington Post. “Foi uma foto de uma farra do boi”.
Hoje, Hermínio se dedica a fotografar aspectos da religião que pratica, a Umbanda, buscando, com as imagens, evitar o preconceito que cerca qualquer religião que não seja hegemônica. Neste depoimento, ele fala um pouco de sua vida e do seu pensar sobre a profissão que abraçou.
