A série da Revista Pobres & Nojentas intitulada “Mulhercidade” aborda como a disposição do espaço urbano em Florianópolis e área conurbada impacta a vida das pessoas, principalmente das mulheres, desvendando as limitações físicas, sociais e simbólicas para a apropriação da cidade.
São dois episódios e hoje apresentamos o tema da mobilidade urbana. No próximo, o tema será moradia.
Fizemos entrevistas na Comunidade Marielle Franco (Maciço do Morro da Cruz), no Centro de Florianópolis, no Brejaru, no Frei Damião e na Ocupação Elza Soares, em Palhoça.
Os planos eram maiores, mas nos adaptamos ao valor arrecadado na Vaquinha Virtual, que ficou em um terço do esperado. Agradecemos o apoio das pessoas que participaram e também de um Sindicato, o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Estadual de Santa Catarina (Sintespe), valorosa entidade que sempre apoia o jornalismo independente da capital. Também agradecemos o apoio do Instituto Cidade e Território (ITCidades) à iniciativa.
Em especial, saudamos as entrevistadas pelo acolhimento e por contarem as dificuldades que enfrentam no cotidiano e como se organizam para romper a rede de descaso, autoritarismo e coerção que impede o direito ao uso e usufruto do que a cidade tem de bom a oferecer.
Seguimos na senda aberta em 2006, celebrando os 20 anos da Revista Pobres & Nojentas, apoiadas em três pilares epistemológicos: a teoria marxista do jornalismo de Adelmo Genro Filho; o jornalismo libertador, inspirado na concepção filosófica de Enrique Dussel, criador da Filosofia da Libertação, e a ideia de croniportagem, vereda entre a crônica e a reportagem.
São duas décadas de aventuras jornalísticas guiadas pela frase de abertura do manifesto publicado no número 1 da revista então impressa: "cooperativa da palavra libertária, criadora, caminheira, com jornalismo de classe e a serviço da emancipação humana"
Veja o documentário

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