quarta-feira, 24 de junho de 2026

Crônica da Calçada - Rua Coruja Dourada (Morro das Pedras)



Por Elaine Tavares, jornalista

Esta é uma pequena parte da rua Coruja Dourada, no Morro das Pedras, Leste de Florianópolis. É uma rua que tem mais de um quilômetro de extensão, cujas calçadas são bem pouco amigáveis para pessoas velhas, com deficiência ou crianças. Como cada casa faz sua própria calçada, não há uniformidade. Tem parte sem calçamento, só com grama, tem parte com pedrinhas de rio, tem poste bem no meio, tem dois níveis, outras partes têm degraus e muitas das calçadas são bem inclinadas, tornando difícil o passo por elas, porque a pessoa se desequilibra. A rua é estreita e há carros estacionados nos dois lados, o que torna a caminhada ainda mais complicada, já que o mais seguro (para não cair) é andar na via. Aí o perigo é ser atropelado.










terça-feira, 23 de junho de 2026

"Calçadas de Florianópolis" é novo projeto da Revista Pobres e Nojentas


A equipe da Revista Pobres & Nojentas inicia em junho mais um projeto, o “Calçadas de Florianópolis”, com várias etapas. A calçada é a base para a experiência boa ou má de caminhar e se apropriar da cidade a pé. 

O assunto é abordado em um blog, o calcadasdeflorianopolis.blogspot.com, onde serão postadas notícias, vídeos, fotografias, pesquisas. Em breve, faremos pesquisa abordando a percepção da população sobre as calçadas da capital catarinense.

Abrimos os trabalhos com trecho de uma entrevista com Maria de Lourdes Bitarães, presidente da Associação Acessibilidade Juntos Abrimos Caminhos, sobre as dificuldades das pessoas com deficiência em Florianópolis. A entrevista foi feita no Ato pela Acessibilidade, realizado no dia 17 de abril no Centro de Florianópolis. 

No projeto, Míriam Santini de Abreu (jornalista), Larissa Schwedersky (cientista social e antropóloga), Elaine Tavares (jornalista) e Rubens Lopes de Souza (jornalista). 

O projeto tem o apoio do Instituto Cidade e Território (ITCidades).

Veja a entrevista com Maria de Lourdes Bitarães no vídeo.

terça-feira, 9 de junho de 2026

Andrea Leonora, repórter



A jornalista Andréa Leonora é a 34ª entrevistada do projeto Repórteres/SC. Nascida no Rio de Janeiro, desde pequena ela já gostava de ler jornal com o avô paterno, Oscar. 

O interesse pelo jornalismo foi despertado aos 10 anos de idade, quando ocorreu o sequestro de Carlos Ramirez da Costa, o Carlinhos, então com 10 anos, na noite de 2 de agosto de 1973, fato que causou comoção nacional. Andréa conta que acompanhava a cobertura do Jornal Nacional, com o apresentador Cid Moreira,  e sonhava descobrir a autoria do sequestro, até hoje não solucionado.

Ali começou o caminho que a levou a cursar a Faculdade de Comunicação e Turismo Hélio Alonso (Facha), em Botafogo, formando-se em jornalismo. 

Em 1987, após algumas experiências jornalísticas no Rio e nem um mês depois da formatura, ela aceitou convite para trabalhar em Joinville, e a partir dali passou também por Jaraguá do Sul, Criciúma e Florianópolis a serviço de diferentes veículos de comunicação e assessorias de imprensa, atuando em variadas funções e editorias. 

Na entrevista, Andréa fala sobre coberturas jornalísticas que marcaram sua carreira e analisa o jornalismo catarinense, que acompanhou de perto como editora, por quase dez anos, da coluna Pelo Estado, da Associação de Diários do Interior (ADI/SC). 

Entrevista: Elaine Tavares (edição) e Míriam Santini de Abreu


quarta-feira, 3 de junho de 2026

Mais uma entrevista do Projeto Repórter




A jornalista Andréa Leonora é a 34ª entrevistada do projeto Repórteres/SC. Nascida no Rio de Janeiro, desde pequena ela já gostava de ler jornal com o avô paterno, Oscar, e estudou jornalismo na Faculdade de Comunicação e Turismo Hélio Alonso (Facha), em Botafogo. 

Em 1987, depois de algumas experiências jornalísticas no Rio, ela aceitou convite para trabalhar em Joinville, e a partir dali atuou também em Jaraguá do Sul, Criciúma e Florianópolis a serviço de diferentes veículos de comunicação.

Na entrevista, Andréa fala sobre sua trajetória, a passagem por jornais e assessorias de imprensa e as transformações do jornalismo. 

O vídeo está em edição e será divulgado com mais detalhes da trajetória de Andréa. As imagens são de Elaine Tavares.

terça-feira, 2 de junho de 2026

Projeto Mulhercidade em ação

                                     



Estivemos, a equipe da Pobres, nas comunidades de periferia de Palhoça, na grande Florianópolis, onde pudemos observar o quanto há de gente abandonada pela administração pública e como faltam opções para que as pessoas empobrecidas alavanquem suas vidas no rumo de um bem-viver. Caminhamos pelo Brejaru, Frei Damião e Elza Soares. No Brejaru entrevistamos a Mara que mantém uma organização de apoio às mulheres, principalmente mães solo, que vivem num constante dilema entre morar ou comer, trabalhar ou perder os filhos. Também acolhe mulheres migrantes - cubanas, venezuelanas, haitianas - que procuram ajuda para recomeçar a vida num país estranho. Vera mantém espaço de trabalho com costura, artesanato, horta, pomar, para que elas possam socializar e tirar alguma renda, ainda que pequena. Vera conta com ajuda da UFSC, que através de projetos, proporciona algumas alternativas. Vera busca ajuda na prefeitura, mas pouco consegue. 

Na Frei Damião outra mulher, a Edna, se ocupa em acolher mulheres idosas e mães solo, também num trabalho solidário, que sobrevive a custa de doações. O projeto “Mães do Frei” atende quase 40 mulheres que trabalham com costura e artesanato. As mais velhas vêm muito mais por conta da solidão e do desamor que, assim como o empobrecimento, também afeta profundamente as vidas. Edna conta que, sem a ação do estado, é a própria comunidade que precisa encontrar caminhos para se apoiar. Assim é na Frei Damião. 

Na Elza Soares, onde as condições de vida são mais precárias, porque não há sequer água ou luz, são Denise e Michelly que mantêm as famílias ligadas pela solidariedade. Foram elas que decidiram ocupara terras vazias e organizar as gentes para fugir do aluguel, que estrangulava a vida. Hoje, depois de muitas batalhas e enfrentamentos, as famílias que as seguiram estão nos lotes e já ergueram suas casas, ainda que precariamente. Mas, por terem um teto, sem o dinheiro escorrer para os altos aluguéis que hoje consomem a vida das famílias,  elas pelo menos conseguem garantir comida aos filhos. Na Elza Soares, 80% das famílias são de mães solo, segurando sozinhas, a barra de criar os filhos. 

No Brejaru e na Frei Damião as coisas avançaram um pouco. Por conta de muita luta, as famílias já conseguiram erguer casas melhores, garantir um endereço, tocar a vida. Mas, na Elza, ainda há muito caminho para trilhar. São lutas com a prefeitura, com pretensos donos da área e também contra o preconceito que fica colado no corpo de quem vive num lugar que não tem endereço. “Quem dá emprego para quem não tem um endereço? Quando a gente diz que mora aqui, as pessoas torcem a cara”. 

Por toda aquela região de Palhoça o que mais se vê é justamente a solidariedade. Sabendo que pouco podem contar com o estado, as famílias vão se ajudando como podem.

Em breve divulgaremos os vídeos...