Por Míriam Santini de Abreu
No final de semana, a mídia local repercutiu alertas de meteorologistas para o fato de que o El Niño 2026 pode aumentar chuvas, granizo e tempestades em Santa Catarina. Tivessem as redações um editor do porte de um Carlos Fehlberg, jornalista e falecido diretor de redação do jornal Diário Catarinense (marcou época!), já estariam em produção reportagens de como o estado e os municípios estão se preparando e cobrando medidas do poder público. Mas não. O que vi foram alusões vagas sobre a Defesa Civil estar preparada. É?
E o que faz a maioria dos prefeitos? Flexibiliza a proteção da natureza.
Um levantamento do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (CME) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) revelou que mais de 200 dos 295 municípios do estado já editaram normas próprias reduzindo e redefinindo áreas de preservação permanente (APPs) ao longo de rios, córregos e lagos em áreas urbanas consolidadas.
Ações diretas de inconstitucionalidade já foram ajuizadas contra leis aprovadas por cinco municípios (Joinville, Gaspar, Bom Jardim da Serra, Massaranduba e Schroeder), e Promotorias de Justiça de todo estado instauraram, somente até novembro de 2025, 97 procedimentos para apurar a legalidade e buscar soluções judicial ou extrajudicialmente.
Que sabe a população dos municípios catarinenses sobre a destruição da natureza patrocinada por prefeitos e vereadores na maior parte dos municípios do estado?
Reproduzo no link abaixo as respostas (por e-mail a pedido) da Promotora de Justiça Stephani Gaeta Sanches, coordenadora do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (CME) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a uma série de perguntas que fiz sobre o assunto.
Clique em https://jornalismoambientalsc.blogspot.com/2026/05/el-nino-vista-e-70-dos-municipios.html




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