Episódio 2 - Moradia
São dois episódios e hoje apresentamos o tema da moradia. O primeiro foi sobre mobilidade urbana.
Fizemos entrevistas na Comunidade Marielle Franco (Maciço do Morro da Cruz), no Centro de Florianópolis, no Brejaru, no Frei Damião e na Ocupação Elza Soares, em Palhoça, e também na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Morar na Grande Florianópolis significa ter que pagar o metro quadrado entre os mais caros do país. Parcela significativa da população muitas vezes precisa escolher se come ou se paga aluguel, levando às ocupações urbanas em áreas desprovidas de infraestrutura. Nas ocupações, as mulheres lideram a organização e a negociação com o poder público e a justiça e dão conta do cotidiano de cuidados de toda ordem para manter a família.
Esta é a realidade abordada neste episódio do projeto. Fica o agradecimento a quem contribuiu com a nossa Vaquinha Virtual e ao apoio do Instituto Cidade e Território (ITCidades) à iniciativa.
Episódio 1 - Mobilidade
A série da Revista Pobres & Nojentas intitulada “Mulhercidade” aborda como a disposição do espaço urbano em Florianópolis e área conurbada impacta a vida das pessoas, principalmente das mulheres, desvendando as limitações físicas, sociais e simbólicas para a apropriação da cidade.
São dois episódios e hoje apresentamos o tema da mobilidade urbana. No próximo, o tema será moradia.
Fizemos entrevistas na Comunidade Marielle Franco (Maciço do Morro da Cruz), no Centro de Florianópolis, no Brejaru, no Frei Damião e na Ocupação Elza Soares, em Palhoça.
Os planos eram maiores, mas nos adaptamos ao valor arrecadado na Vaquinha Virtual, que ficou em um terço do esperado. Agradecemos o apoio das pessoas que participaram e também de um Sindicato, o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Estadual de Santa Catarina (Sintespe), valorosa entidade que sempre apoia o jornalismo independente da capital. Também agradecemos o apoio do Instituto Cidade e Território (ITCidades) à iniciativa.
Em especial, saudamos as entrevistadas pelo acolhimento e por contarem as dificuldades que enfrentam no cotidiano e como se organizam para romper a rede de descaso, autoritarismo e coerção que impede o direito ao uso e usufruto do que a cidade tem de bom a oferecer.
Seguimos na senda aberta em 2006, celebrando os 20 anos da Revista Pobres & Nojentas, apoiadas em três pilares epistemológicos: a teoria marxista do jornalismo de Adelmo Genro Filho; o jornalismo libertador, inspirado na concepção filosófica de Enrique Dussel, criador da Filosofia da Libertação, e a ideia de croniportagem, vereda entre a crônica e a reportagem.
São duas décadas de aventuras jornalísticas guiadas pela frase de abertura do manifesto publicado no número 1 da revista então impressa: "cooperativa da palavra libertária, criadora, caminheira, com jornalismo de classe e a serviço da emancipação humana"
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