O jornalista Sérgio Homrich é o 14º entrevistado do Projeto Repórteres SC. Nascido em Natal (RN), ele graduou-se em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Unisinos, em São Leopoldo (RS). Ao longo da carreira, foi repórter do jornal Diário Catarinense, do jornal O Estado, do jornal Tribuna do Norte, de Natal, e correspondente do jornal Folha de São Paulo também naquela capital. De volta a Santa Catarina e morando em Jaraguá do Sul, trabalhou como editor do jornal O Correio do Povo, repórter do jornal A Notícia, repórter da Oficina Comunicação (Joinville) e jornalista do Sindicato dos Trabalhadores do Vestuário, até que fundou a Informa Editora Jornalística Ltda.
A partir da Informa, Sérgio consolidou carreira no jornalismo sindical, sobre o qual fala na entrevista, e também analisa os desafios do fazer jornalístico fora das capitais. A conversa será exibida em breve, com detalhes da trajetória de Sérgio, gravada por Felipe Maciel Martínez.
A nossa equipe agradece a Federação dos Trabalhadores no Comércio no Estado de Santa Catarina (Fecesc) pela cessão do auditório para gravação.
A jornalista Maria Helena de Moraes é a 13ª entrevistada do Projeto Repórteres SC, marcando a série por atuar hoje fora da capital, tendo parte de sua trajetória vivida em Jaraguá do Sul. Gaúcha de São Sebastião do Caí, ela se graduou em Jornalismo pela Unisinos, em São Leopoldo, e teve como primeira experiência profissional a edição de guias turísticos na Intermédio, em Porto Alegre.
Na década de 80, já em Florianópolis, trabalhou como repórter no jornal Diário Catarinense e depois no jornal Tribuna do Norte, em Natal, para onde se mudou com a família. De volta a Santa Catarina, atuou como assessora de imprensa na Prefeitura Municipal de Jaraguá do Sul por dois períodos, primeiro como contratada e depois por concurso. Naquele período, também foi repórter do jornal Jaraguá News e da sucursal do DC, e à noite lecionava na Educação de Jovens e Adultos no polo João Pessoa, bairro onde mora. Maria Helena abandonou o serviço público ao ser convidada para a função de repórter na sucursal de A Notícia e, em 2001, começou a trabalhar no Correio do Povo até novembro de 2005. Dali, foi para a Informa Editora, da qual é sócia proprietária com seu companheiro, o também jornalista Sérgio Homrich, e redatora do Informa Luta, na Rádio Comunitária Alternativa de Jaraguá do Sul.
É autora, com Sérgio, do livro "Piso salarial de Santa Catarina - Uma luta para não esquecer", pelo DIEESE-SC, que conta a história desta conquista pelas organizações da classe trabalhadora catarinense.
Na entrevista, Maria Helena relembra com paixão o tempo em que trabalhou como repórter, destacando as coberturas que marcaram sua trajetória, como a troca de crianças em maternidade, e o clima de camaradagem com colegas. Ela também fala sobre os desafios do jornalismo sindical e analisa a cobertura da mídia catarinense sobre a luta dos trabalhadores, que acompanha de perto por atuar em assessoria sindical.
A entrevista foi gravada por Felipe Maciel-Martínez.
A nossa equipe agradece a Federação dos Trabalhadores no Comércio no Estado de Santa Catarina (Fecesc) pela cessão do auditório para gravação.
A jornalista Maria Helena de Moraes foi a 13ª entrevistada do Projeto Repórteres SC. Gaúcha de São Sebastião do Caí, ela se graduou em Jornalismo pela Unisinos, em São Leopoldo, e teve como primeira experiência profissional a edição de guias turísticos na Intermédio, em Porto Alegre.
Na década de 80, já em Florianópolis, trabalhou como repórter no jornal Diário Catarinense e depois no jornal Tribuna do Norte, em Natal, para onde se mudou com a família. De volta a Santa Catarina, atuou como assessora de imprensa na Prefeitura Municipal de Jaraguá do Sul e repórter do jornal Jaraguá News, da sucursal do Diário Catarinense e de A Notícia e, em 2011, repórter de O Correio do Povo. Atualmente é sócia proprietária da Informa Editora e redatora do Informa Luta, na Rádio Comunitária Alternativa de Jaraguá do Sul.
Na conversa, Maria Helena fala sobre os desafios do jornalismo sindical e analisa a cobertura da mídia sobre a luta dos trabalhadores. A entrevista será exibida em breve, com detalhes da conversa com Maria Helena, gravada por Felipe Maciel Martínez.
A nossa equipe agradece a Federação dos Trabalhadores no Comércio no Estado de Santa Catarina (Fecesc) pela cessão do auditório para gravação.
O jornalista Mário Xavier adentrou a Casa José Boiteux, na Avenida Hercílio Luz, com uma mala repleta de livros, revistas e impressos diversos, cuidadosamente dispostos sobre duas mesas do auditório. Uma vida inteira ali, narrada na 12ª entrevistado do Projeto Repórteres SC.
Na entrevista, Mário fala da infância e da juventude vividas em Porto Alegre, onde despertou cedo para o gosto pela leitura e pela música. Aos 15 anos, com a morte prematura do pai, que era médico, professor universitário e gestor público de saúde, Mário precisou procurar emprego e começou a trabalhar como caixa na então maior garagem de estacionamento da capital gaúcha, tornando-se gerente dos caixas e lá permanecendo até 1974.
Uma passagem marcante de sua trajetória foi viver um ano nos Estados Unidos como bolsista do AFS Programas Interculturais, estudando na Parsippany High School, de New Jersey, região metropolitana da cidade de Nova York. Ali, lembra-se da forte impressão que lhe causou uma polpuda edição do New York Times sobre o Brasil. De volta a Porto Alegre, passou no vestibular da UFRGS para o curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, formando-se em 1979. Ainda cursando a faculdade, Mário cravou seu trabalho de estreia no jornalismo, pesquisando e redigindo o Guia de Informação e Turismo de Caxias do Sul, tendo até hoje a minuciosa pauta datilografada e um exemplar do guia.
A chegada a Florianópolis foi em 1985, quando integrou a equipe pioneira de implantação do jornal Diário Catarinense, onde atuou na Editoria de Economia. Ao longo da carreira, Mário foi repórter, assessor de imprensa, articulista, professor, escritor, editor e organizador de livros. É fundador e diretor da Redactor Comunicação desde 1988 e produziu quase uma centena de estudos de casos, mostrando o quão diversa pode ser a atuação profissional na área de jornalismo.
Dentre suas obras, destacam-se a criação do livro “Polo Tecnológico de Florianópolis: origem e desenvolvimento”; a organização da obra “Univali – A trajetória do ensino superior em Itajaí e em Santa Catarina – 1964-2004”, sobre os 40 anos da universidade; e a consultoria, pesquisa e textos para a obra “O Desafio Ambiental”, da empresa Hering Têxtil, de Blumenau (SC), para distribuição no Brasil e no exterior.
No currículo exibe também a experiência como ombudsman, exercida no jornal A Notícia Capital (ANC) por dois anos, entre 1995 e 1997, sendo pioneiro nesta função no Sul do Brasil.
Na conversa, o entrevistado aborda o tema da aposentadoria, ao qual jornalistas devem ficar atentos, por acompanhar de perto o debate sobre a chamada Revisão da Vida Toda (RVT), luta de aposentados e de aposentadas depois de 1999 e antes de 2019, como foi o caso de Mário, que se aposentou em 2016.
Ao final da entrevista, Mário faz uma bela homenagem a um grande jornalista cujo legado já tem lugar de destaque na história deste século.
A gravação foi feita por Felipe Maciel Martínez com Elaine Tavares e Míriam Santini de Abreu na entrevista.
A nossa equipe agradece a Casa José Boiteux pela cessão do belo auditório e o apoio da Fundação Catarinense de Cultura, da Academia Catarinense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina.
O jornalista Mário Xavier foi o 12º entrevistado do Projeto Repórteres SC. Nascido em Porto Alegre e graduado em Comunicação Social pela UFRGS em 1982, ele tem uma trajetória em redações e para além delas, revelando o quão diversa pode ser a caminhada profissional. Veio para Santa Catarina no Projeto do Diário Catarinense, atuando na editoria de economia, e nunca mais foi embora.
Fundador e diretor da Redactor Comunicação desde 1988, Mário é autor, editor e organizador de livros, atuou como professor e produziu quase uma centena de estudos de casos. No currículo exibe também a experiência como ombudsman, exercida no jornal A Notícia Capital (ANC) por dois anos, entre 1995 e 1997, sendo pioneiro nesta função no Sul do Brasil.
A entrevista será exibida em breve, com detalhes da conversa com Mário, gravada por Felipe Maciel Martínez.
A nossa equipe agradece a Casa José Boiteux pela cessão do belo auditório e o apoio da Fundação Catarinense de Cultura, da Academia Catarinense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina.
O repórter fotográfico Claudio Silva da Silva, o Sarará, é o 11º entrevistado do projeto Repórteres SC, em conversa gravada na Praça Getúlio Vargas.
Claudio iniciou a carreira em Porto Alegre, onde nasceu, e tem na lembrança o avô, Antonio Leonardo da Silva, lendo o Correio do Povo, da Caldas Júnior. Jovenzinho, fez o caminho que era bastante comum nos jornais: office boy, laboratorista e por fim fotógrafo. Em Santa Catarina, trabalhou no Diário Catarinense, no jornal O Estado, em A Notícia e no Notícias do Dia. Nos quatro, destacou-se na cobertura política e esportiva, e na entrevista reflete sobre as particularidades de cada uma para conseguir boas fotos. Também gostava de cobrir Geral, e suas histórias mostram que lhe serve muito bem a máxima de estar no lugar certo na hora certa.
Claudio também conta como capturou para o DC a conhecida imagem do Papai Noel na água, feita em 24 de dezembro de 1995, durante uma enchente que atingiu a Capital. O Papai Noel era Abner Joseph Hora Harris, um dos mais conhecidos de Florianópolis. Outra foto, de violência policial nas manifestações pelo Passe Livre, no início dos anos 2000, resultou em sua demissão do ND.
Ao longo da carreira, Claudio sempre discutiu o tema dos direitos autorais do trabalho fotográfico e, na conversa, reflete sobre isso e também sobre as mudanças no trabalho provocadas pela era digital. Ele menciona ainda a preocupação com a memória em uma realidade na qual as empresas não cuidam dos arquivos como deveriam.
Ao Repórteres SC, Claudio cita os colegas que foram e são referência em seu trabalho e que mantém até hoje, já aposentado, reflete sobre a dobradinha repórter/fotógrafo, aborda o papel da luta sindical e também fala sobre o racismo vivido ao longo da carreira.
Claudio tem três filhos, nove netos e dois bisnetos e mantém viva a inquietude que é uma de suas marcas!
Na gravação, Felipe Maciel Martínez, com fotos de Rosane Lima.
Chegam a 11 os entrevistados do projeto Repórteres SC com a conversa que tivemos com o repórter fotográfico Claudio Silva da Silva, o querido Sarará, realizada na Praça Getúlio Vargas.
Claudio iniciou a carreira em Porto Alegre, onde nasceu, fazendo o caminho que era bastante comum nos jornais: office boy, laboratorista e por fim fotógrafo. Em Santa Catarina trabalhou no Diário Catarinense, no jornal O Estado, em A Notícia e no Notícias do Dia.
Na entrevista, ele fala sobre seus trabalhos mais marcantes e o diferencial na cobertura política e esportiva, duas entre as quais se destacou, cita os colegas que foram e são referência em seu trabalho e relembra fotos importantes da carreira, entre outros temas.
Na gravação, Felipe Maciel Martínez, com fotos de Rosane Lima. Entrevista em breve!
Em seis de janeiro do ano passado, postei um recado no meu perfil do Facebook: “Estou em busca de subsídios para um artigo sobre a história do jornalismo ambiental em Santa Catarina. Jornalistas, veículos e experiências. Quem se lembrar de nomes nas três vertentes posta aqui!”. Não tive respostas. De lá para cá, venho pesquisando o assunto e apareceu a vontade de ampliar a possibilidade de respostas. Daí surgiu o projeto “Jornalismo Ambiental em Santa Catarina: teorias e práticas”, da equipe da Revista Pobres e Nojentas, que desenvolve também o “Projeto Repórteres SC”.
Nas pesquisas prévias, não encontramos editorias específicas sobre o tema, exceto a experiência do ANVerde, de A Notícia, mas muitos e muitas colegas, em suas trajetórias profissionais, escreveram e escrevem sobre temas e abordagens que caracterizam o chamado jornalismo ambiental. Já convidamos 11 colegas para participar do e-book (talvez a ser impresso!) contando sua experiência e estamos em busca de mais contatos.
O tema me interessa desde os anos 1990. Fiz especialização em Educação e Meio Ambiente na UDESC e o mestrado foi na Geografia da UFSC para pesquisar o discurso jornalístico do desenvolvimento sustentável, publicado em livro pela editora da universidade em 2006. No doutorado, pesquisei o espaço no jornalismo e, no pós-doutorado em Antropologia Social da UFSC, analisei 10 anos de cobertura do jornal Notícias do Dia sobre os conflitos de uso da rua no Centro de Florianópolis para a produção de dois artigos em andamento. Em 2007, como professora substituta no Curso de Jornalismo da UFSC, propus e ofertei a disciplina optativa “A relação sociedade-natureza no texto jornalístico”.
Atualmente integro o Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (NEJ), o mais antigo do país, e o Grupo de Pesquisa em Jornalismo Ambiental (FABICO/UFRGS), coordenado pela professora Ilza Maria Tourinho Girardi, em que faço parte da equipe que produz análises semanais da cobertura ambiental via Observatório de Jornalismo Ambiental. Pelo NEJ, dentro do “Projeto Ambientalistas do Sul – Memória e História”, com as jornalistas Eloisa Loose e Vera Damian, entrevistamos ambientalistas que participaram da consolidação da temática na região Sul do Brasil. Fiz oito entrevistas com ambientalistas catarinenses e uma live sobre o papel do Movimento Ecológico Livre (MEL) na história de lutas em defesa do ambiente em Florianópolis, com cinco participações. Em 2020, organizei o livro “A rebelião do vivido no jornalismo independente de Florianópolis” (Pobres & Nojentas; Letra Editorial), que traz histórias estreitamente relacionadas com as lutas ambientais. Ainda em julho vamos lançar uma publicação sobre a atualidade da obra do jornalista Marcos Faerman, nosso mestre, que deixou um legado magistral de grandes reportagens sobre o tema.
A jornalista Elaine Tavares também há décadas cobre as lutas ambientais em Santa Catarina. O seu blog Palavras Insurgentes teve a primeira postagem em 4 de outubro de 2007. Ele foi uma atualização do blog Jornalismo Amoroso e de Libertação, criado em 2004, dentro do sítio Comunique-se. Quando o Comunique-se extinguiu os blogues, ela então migrou para o Blogspot, onde cunhou o Palavras Insurgentes, tendo como foco principal a luta dos trabalhadores e a discussão sobre a cidade. E, nesse tema, pautas como a devastação das florestas, o mau uso da água e os conflitos em torno do plano diretor foram sistematicamente narrados através de notícias e reportagens em texto e vídeo. Esses assuntos também apareceram na revista impressa Pobres & Nojentas, que circulou entre 2006 e 2013 com 30 edições e hoje continua em blog.
É hora de começar a organizar essas e outras histórias para que estudantes de jornalismo e profissionais em início de carreira as conheçam e deem continuidade e aprofundem o estudo e a prática do jornalismo ambiental em Santa Catarina, onde assunto não falta, ainda mais com a crise climática. Seguimos!
Foi na casa onde está a Fundação Cultural Badesc, construída nos anos de 1920, que o jornalista Mário Medaglia concedeu a décima entrevistado ao projeto Repórteres SC. Antes de iniciar a conversa, ele gentilmente entregou à equipe um exemplar de seu livro de memórias, intitulado "O menino que corria atrás da notícia", pela Editora Insular, lançado em 2021, com capa ilustrada por Edgar Vasques.
Fazia tempo que os amigos instigavam Mário a contar sua história com o jornalismo. Ele achava que não levava jeito, mas um dia começou a escrever e o livro nasceu. O título e a ilustração de capa fazem alusão a um fato da meninice de Mário, quando ele e a garotada procuravam em meio à vegetação a carga que era lançada por um pequeno avião no balneário Rondinha Velha, no litoral gaúcho. A carga era o vespertino Folha da Tarde, jornal tabloide da Cia. Caldas Júnior que era vendido aos veranistas.
Conhecido pela cobertura esportiva, foi nela que Mário iniciou no jornalismo, como repórter da Editoria de Esportes do jornal Zero Hora. Em 1971, quando terminava a graduação em jornalismo na Faculdade dos Meios de Comunicação Social da PUC-RS, fez parte da equipe que fundou o Jornal de Santa Catarina, em Blumenau. Em 1972, veio para Florianópolis e na capital catarinense atuou como repórter, editor, correspondente, comentarista e colunista. Também foi assessor da Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte) e membro do Conselho Estadual do Esporte. Na entrevista, ele também fala de sua passagem por Brasília, onde trabalhou na assessoria do Banco Nacional de Crédito Cooperativo e como chefe de redação na RBS TV.
Das coberturas que marcaram sua trajetória, Mário cita o acidente aéreo ocorrido em abril de 1980 envolvendo um avião da Transbrasil, as grandes enchentes em Santa Catarina e saborosos episódios dos Jogos Abertos de SC, que cobria em diferentes cidades, sendo o jornalista esportivo Juca Kfouri uma de suas referências profissionais. Ele também fala sobre as experiências, em diferentes órgãos, como assessor de imprensa.
O cuidado com a memória do jornalismo catarinense é parte do currículo de Mário e aparece na entrevista. Ele é coautor do livro "O ESTADO – 100 Capas", e cronista do livro "Loucos e Memoráveis Anos – O Centenário do Jornal O ESTADO", ambos de 2015, no qual há textos de destacados jornalistas do estado.
Na conversa com a equipe do projeto, Mário aborda ainda o etarismo – a discriminação por idade – na profissão e nas redações, fato que contrasta com o período no qual a experiência obtida por anos de fazer jornalístico era valorizada entre os colegas e, em especial, por quem iniciava na profissão. A entrevista é mais uma aula de jornalismo por um jornalista que segue ativo nas redes sociais.
As imagens são de Felipe Maciel Martínez, com fotos de Míriam Santini de Abreu.
O décimo entrevistado do projeto Repórteres SC é o jornalista Mário Medaglia, gaúcho que construiu sua trajetória entre Porto Alegre, Blumenau, Brasília e Florianópolis e, em 2021, lançou um livro de memórias intitulado "O menino que corria atrás da notícia", pela Editora Insular. A ilustração da capa, de Edgar Vasques, alude a um fato saboroso que Mário conta no início da conversa.
Ele aborda as experiências em diversos veículos de comunicação, com destaque para o início das atividades do blumenauense Jornal de Santa Catarina, do qual foi um dos fundadores, no ano de 1971.
O jornalista também atuou como assessor de imprensa em diferentes órgãos e se destaca na cobertura esportiva como repórter, comentarista e colunista.
O cuidado com a memória do jornalismo catarinense é parte do currículo de Mário, co-autor do livro “O ESTADO – 100 Capas”, e cronista do livro “Loucos e Memoráveis Anos – O Centenário do Jornal O ESTADO”, no qual há textos de destacados jornalistas do estado, ambos de 2015.
Na gravação, feita na Fundação Cultural Badesc, que gentilmente cedeu o espaço no especial cuidado de Denilson e Augusto, as imagens são de Felipe Maciel Martínez, fotos de Míriam Santini de Abreu. Entrevista em breve!
A entrevista desta edição do Repórteres SC traz as memórias de Dario, nascido em Lins, São Paulo, e que escolheu Florianópolis para trabalhar e viver. Vindo de família tradicional no Brasil, teve boa formação escolar e bem cedo se apaixonou pela leitura. Esse caminho pelo mundo dos livros lhe aprimorou a escrita. Com 15 anos chegou a São Paulo. Era o ano de 1967 e logo já foi trabalhar como office boy no Conselho Regional de Representantes Comerciais. Mais tarde, foi na Revista Veja que começou seu caminho na reportagem, aos 17 anos, sob o comando de Mino Carta.
Tentou o Curso de Administração, mas não deu para a coisa. Abandonou. E assim, com 20 anos de idade foi convidado para vir para Santa Catarina trabalhar com Sérgio da Costa Ramos. Topou na hora e veio para o jornal O Estado onde baixava a página de Internacional numa época grandiosa do "mais antigo".
Foi uma longa jornada no campo do texto, como repórter especial e criador de projetos, e foi só bem mais tarde que a fotografia entrou na sua vida como uma opção profissional. Uma câmera Canon e um empréstimo no Besc foram as chaves para essa nova função na carreira. Foi trabalhar na Telesc, fotografando projetos de telefonia rural e fazendo as capas da Listel. A vida naqueles dias era uma usina atômica, com o renascimento do movimento estudantil de Santa Catarina que culminou com a Novembrada. Dario estava metido nisso, fotografando e militando.
Também participou da produção de um documentário sobre o Contestado fazendo o making off e inventariando o trabalho de fotografia. Foi um momento incrível para Dario porque nesse trabalho vai conhecer gente que participou do conflito. "Um povo que só queria vida digna", se emociona. É o único documentário que tem depoimento dos combatentes.
Dario teve a sorte de estar no lugar certo em momentos importantes da história e soube aproveitar todas as oportunidades que surgiram. A bebida foi uma pedra no caminho e causou reveses, mas, ele deu a volta por cima e segue fazendo coisas, criando, fotografando, lendo e vivenciando as maravilhas do mundo. Essa estrada de mais de 70 anos vividos, com quase 60 dedicados ao jornalismo e a reportagem é a que vocês vão conhecer agora.
A conversa com Dario de Almeida Prado Jr foi na Praça dos Bombeiros, um dos espaços mais aprazíveis do centro da cidade. Sob a sombra de velhas árvores Dario recordou a sua longa caminhada no jornalismo de texto e de foto. Nascido em uma família de tradição, na cidade de Lins, São Paulo, bem cedo ele decidiu abrir seus caminhos, buscando autonomia. Tinha 17 anos quando conseguiu seu primeiro emprego em São Paulo. Em pouco tempo já estava na redação e logo em seguida surgiu o convite para vir para Santa Catarina, também para trabalhar em jornal. "Vai e seja feliz, meu filho", disse a mãe quando ele aceitou esse desafio. Lembranças que fizeram Dario se emocionar.
Aqui em Santa Catarina só não fez chover, trazendo sempre novidades por todos os lugares por onde passou, criando jornais, inventando moda, produzindo documentários. Trabalhou com figuras históricas do jornalismo local como Bonson, Sérgio da Costa Ramos, Eloy Galloti, Nelson Rolim e outros. Leitor contumaz, homem de cultura, amante das artes, sempre conseguiu dar profundidade e contexto histórico aos textos que escrevia e quando passou a trabalhar com a fotografia também levou para esse fazer todo o conhecimento que amealhou nos livros e na troca generosa com parceiros ilustres.
Na conversa com a equipe da Pobres e Nojentas, Dario contou de suas andanças, de sua história no jornalismo, da paixão pela fotografia, da queda no alcoolismo e da superação. Inquieto desde sempre ele continua estudando, lendo, aprendendo, vendo filmes, escrevendo, pensando a realidade. Conversar com ele é passear pela história mesma do jornalismo brasileiro. Um galope feito com delicadeza e paixão. E, em cada história, aquele brilho nos olhos de quem verdadeiramente ama o que faz.
Em breve, o vídeo. Um relato fascinante de um homem fascinante.
Beth Nogueira, nascida em Pelotas, fez grande parte do seu caminho como jornalista em Florianópolis, SC. Repórter, redatora, editora, sempre foi reconhecida entre os colegas por sua firmeza, tranquilidade, cultura e tenacidade. Guria insistente e persistente tem grande apreço pela língua portuguesa e pela informação bem checada. Ela é a oitava entrevistada do Projeto Repórteres SC.
Beth começou sua carreira ainda estudante de jornalismo atuando como repórter de rádio e foi nas rondas matinais ao vivo que aprendeu a dar valor à reportagem, esse processo profundo de colher a informação e depois lapidá-la em texto garantindo a universalidade dos fatos. Em Santa Catarina passou pela sucursal do Santa, depois pelo Jornal O Estado e Diário Catarinense, além de produzir os encartes estaduais da Revista Veja e outras tantas publicações.
Ela entrou no jornalismo a partir de cálculos bem racionais, não gostava de matemática e fazia boas redações. Assim, entre tantas coisa na área de Humanas, o jornalismo calhou. Ao longo de sua história na área foi aprendendo os macetes e hoje se decepciona um pouco com a qualidade do jornalismo praticado. Aos jovens que iniciam carreira ele recomenda que leiam muito, que tenham curiosidade em aprender e sejam capazes de conhecer os temas antes de fazer entrevistas, porque isso enriquece o texto.
Com tantas memórias para contar Beth esqueceu de falar na entrevista sobre o seu papel na luta sindical, dentro da categoria dos jornalistas. Mas, é bom que se saiba, ela atuou na retomada do Sindicato dos Jornalistas pela esquerda e fez parte de várias diretorias, sempre buscando o melhor para os colegas. Quando seu nome é pronunciado não há quem não tenha uma boa lembrança cheia de carinho e respeito.
A Beth é essa mulher decidida, persistente e atenta. Conheçam sua história.
A jornalista Elaine Tavares, do blog Revista Pobres & Nojentas, conseguiu recuperar imagens inéditas da mobilização que levou às primeiras ocupações organizadas em Santa Catarina. A filmagem foi provavelmente feita pelo fotógrafo Lúcio Giovanella, falecido em 2017. Nela aparecem pessoas fundamentais na luta por moradia em Santa Catarina, como a arquiteta Elisa Jorge, o arquiteto Loureci Ribeiro, o padre Vilson Groh, a irmã Ivone Perassa e o ex-vereador Lázaro Bregue Daniel.
As ocupações dos anos 1990 são analisadas em uma série de 13 entrevistas do Projeto Escritos em Movimento, feitas pela jornalista Míriam Santini de Abreu e pelo jornalista Rubens Lopes e disponíveis em http://escritosemmovimento.blogspot.com
Nos anos 1980, a articulação nacional pela reforma urbana que o país vivia tomou corpo em Florianópolis. Em 14 de setembro de 1984, cerca de 40 pessoas acamparam na frente do Palácio do Governo de Santa Catarina, exigindo o direito à moradia, em uma articulação que pela primeira vez visibilizou os sem-teto como um movimento.
Na edição daquele dia, a notícia sobre a ocupação recebeu, no jornal O Estado, o título “Grupo de desempregados vai ao Palácio pedir auxílio”. O texto, na sua condição de registro inaugural de um movimento então recém-iniciado, realça aspectos daquele período histórico, como a condição de ex-lavradores dos ocupantes, e suas reivindicações, estreitamente relacionadas com a impossibilidade do viver cotidiano, com o qual o Estado, em relação àquelas pessoas, não queria se comprometer:
Desesperados e revoltados com sua situação, um grupo de 20 pessoas foi, ontem pela manhã, até o Palácio do Governo pedir ajuda ao Governador Esperidião Amin. São ex-lavradores vindos do interior do Estado que não têm casa, emprego e alimentos, e que no fim do seu êxodo não encontraram maneira de sobreviver na Capital.
[...]
Não encontrando emprego na Capital (...), estas famílias levaram uma série de reivindicações ao Governador: um lugar para morar; um pouco de madeira para construir seus barracos (...); emprego na Comcap, Prefeitura ou DNER ou qualquer outro lugar; escola para crianças; assistência médica e alimentação para recomeçar a vida.
[...]
O Chefe da Casa Civil mostrou-se surpreso com a lista de pedidos afirmando que “o Governo não pode resolver seus problemas. Ajudamos vocês, mas amanhã vêm outras pessoas pedindo casa e comida. O que eu posso fazer é encaminhá-los à Secretaria de Desenvolvimento Social para serem cadastrados para que encontre uma solução. “Explicou ainda que a reivindicação é difícil de atender, pois afinal, é um exagero querer escola, assistência médica e casas. Nós não temos condições de dar nada disso. Vocês não deveria (sic) ter saído de onde moravam sem emprego certo e casas. Por isso acho que agora o problema é de vocês”. Nesse instante, Assis Filho [Chefe da Casa Civil] foi ajudado pelo Chefe da Casa Militar, Coronel Saulo Nunes de Souza que afirmou: “Vocês não estão sendo orientados pelos padres, então mandem a Igreja dividir suas terras. Vão pedir um lugar nas terras do Bispo de Chapecó, Dom José Gomes porque o Estado não tem.
[...] (GRUPO... O Estado, 14 set. 1983, p. 2). [Uso das aspas como no original]
Seis anos depois, em julho de 1990, o movimento coordenou a primeira ocupação organizada de terras na capital catarinense, em um terreno público às margens da Via Expressa – ligação rodoviária entre a BR-101 e a Ilha – onde hoje está o bairro Monte Cristo, na porção continental, que foi chamada de Ocupação Novo Horizonte. Segundo o professor Francisco Canella, os conflitos, que inicialmente aconteciam de forma mais isolada, foram adquirindo maior organicidade quando as lideranças de diferentes localidades passaram a se organizar:
As ações passaram a ser mais e mais conjugadas ao esforço de atores ligados à Igreja Católica (pastorais e CEBs) de organizar esses moradores pobres. Esses atores da Igreja, que possuíam grande inserção junto aos moradores dos bairros onde se desenrolavam os conflitos, funcionavam efetivamente como mediadores, pois faziam a ligação desses moradores com outros setores da sociedade (tais como universidade, advogados, militantes de outros movimentos, sindicatos) que através da imprensa, divulgavam sua causa e pressionavam a prefeitura. Com forte influência do discurso da Teologia da Libertação, focado na justiça social, o movimento assumiu um caráter politicamente progressista e, em pouco tempo, passou a protagonizar ações de enfrentamento com a prefeitura e outros órgãos públicos. Numa postura mais agressiva, superando a mera resistência às ações de despejo, o grupo que se organizava em torno do CAPROM [Centro de Apoio e Promoção do Migrante] fez a opção pelas ocupações organizadas (CANELLA, 2015, p. 223-4).
Apresentou-se então, explica o professor Lino Peres, naquele contexto/período, um processo de ocupação territorial para garantir de forma imediata a terra e as condições mínimas de habitabilidade diante da impossibilidade de se ter acesso, pelas vias formais, à moradia. No primeiro momento, a ocupação se dá de forma irregular, pela auto-construção da moradia, em que o imediato e urgente são a regularização da terra e o acesso ao trabalho e, em segundo lugar, aos serviços urbanos mais cotidianos. No segundo momento, quando ocorre a regularização da terra ou desaparece o perigo imediato de despejo, a infraestrutura e os serviços são vistos e tratados de forma diferente, já como processos consolidados, assim como a moradia:
A moradia começa a ser entendida como pertencimento, lugar de identificação psicossocial, onde a necessidade de melhoria definitiva das condições de habitabilidade cobra sentido ambiental, estético e construtivo, claro que regidos pela disponibilidade de recursos; a partir daí, são progressivos (PERES, 1994, p. 622).
No terceiro momento, a preocupação com a melhoria urbana e da moradia ocupa um lugar central; no quarto, o assentamento auto-construído tende a ser incorporadao à malha urbana e pouco a pouco a área em questão já não é mais considerada marginal pelo Estado e as elites e passa a integrar a cidade. Esse é o caso das comunidades do Monte Cristo, bairro onde ocorreu a ocupação mostrada no vídeo.
Aquela ocupação histórica de 1990 teve, além da cobertura do jornalismo tradicional, também a de um veículo importante naquele período, o Jornal das Comunidades,, que enfatizou, na chamada de capa, sob a manchete “OCUPAÇÃO”, a ideia de resistência diante de uma vida cotidiana onde o uso pleno da cidade é impedido:
Cem famílias sem terra, sem teto e sem medo escreveram um pedaço de História, com as próprias mãos, na madrugada fria de 28 para 29 de julho. Ocuparam um terreno baldio da Cohab, no Pasto do Gado às margens da Via Expressa, em Florianópolis. Foi a primeira ocupação organizada de áreas urbanas de Santa Catarina. E eles querem fincar pé naquela terra.
– Somos nós que construímos esta cidade, mas até agora não nos deram o direito de morar dignamente. Por isso, decidimos: OCUPAR, RESISTIR E CONSTRUIR.
A ocupação é a última saída para os 40 mil sem-teto da Capital, que vivem no sufoco do aluguel, no aperto dos cortiços e sob a ameaça dos despejos (OCUPAÇÃO, jul./ago. 1990, p. 1).
Do Jornal das Comunidades, publicação da então Coordenação da Comissão de Associações de Moradores de Florianópolis, há oito edições impressas entre maio de 1989 e dezembro de 1990. A tiragem era de 3 mil exemplares distribuídos em comunidades do Maciço do Morro da Cruz e em bairros onde havia ocupações de famílias de baixa renda.
Nos anos seguintes, novas ocupações ocorreram, processo que perdeu força a partir de 1993, em função de divisões internas do movimento e das expectativas criadas com a eleição e gestão da Frente Popular (PPS, PT, PCdoB, PCB, PSB, PDT, PSDB e PV) em Florianópolis, entre 1993 a 1996.
Nas duas décadas seguintes, o crescimento populacional de Florianópolis foi acompanhado também pela agudização do chamado déficit habitacional,. É neste contexto que 2012 marca o que o professor Francisco Canella define como o segundo ciclo de ocupações organizadas na área conurbada de Florianópolis (com São José, Biguaçu e Palhoça), com a 1) Ocupação Contestado, no município de São José, em novembro de 2012; 2) Ocupação Palmares, na Serrinha, localizada no Maciço do Morro da Cruz, em Florianópolis, em 2013; 3) Ocupação Amarildo de Souza, no bairro da Vargem Pequena, Norte da Ilha de Santa Catarina, a maior delas, em 2013.
Atualmente, há uma série de outras ocupações na região, com milhares de pessoas na luta por moradia em uma realidade na qual os imóveis para comprar ou alugar estão entre os mais caros do país. Por isso a importância do vídeo recuperado e divulgado pela jornalista Elaine Tavares, expressando um momento singular de luta coletiva em Florianópolis que conquistou a moradia.
Fontes:
CANELLA, Francisco. Cidade turística, cidade de migrantes: movimento dos sem-teto e representações sociais em Florianópolis (1989 - 2015). Revista Libertas On-Line (Revista da Faculdade de Serviço Social da Universidade de Juiz de Fora - MG). v. 15, n. 2, 2015. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/libertas/article/view/18457 Acesso em: 23 jun. 2023.
CANELLA, Francisco. O movimento dos sem-teto em Florianópolis: mudanças no perfil dos atores e práticas (1990 – 2013). Revista de Ciências Humanas, Florianópolis, v. 50, n. 2, p. 268-288, dez. 2016. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/revistacfh/article/view/2178-4582.2016v50n2p268/33925. Acesso em: 23 jun. 2023.
GRUPO DE DESEMPREGADOS VAI AO PALÁCIO PEDIR AUXÍLIO. O Estado. Florianópolis (SC), 14 set. 1984, p. 2.
OCUPAÇÃO. Jornal das Comunidades. Florianópolis (SC), jul./ago. 1990, nº 6, p. 1.
PERES, Lino Fernando Bragança. Crisis de un patron de desarrollo territorial y su impacto urbano-habitacional en Brasil (1964-1992): la punta del iceberg: los “sin-techo” en la region de Florianópolis, SC. Tesis apresentada à Facultad de Arquitectura da Universidad Nacional Autonoma de Mexico. Mexico, 1994.
PERES, Lino Fernando Bragança. Da crise do padrão habitacional de grande escala à expansão das periferias urbanas: os sem-teto como a ponta do iceberg do processo de segregação e exclusão sócio-espacial. In: Encontro Nacional da Anpur, 6, 1995, Brasília. Anais... Brasília: ANPUR, 1995. p. 106-125. Disponível em: http://anpur.org.br/project/anais-do-vi-encontro/. Acesso em: 23 jun. 2023.
O primeiro dia de inverno recebeu a jornalista Beth Nogueira para mais uma edição do projeto Repórteres SC. Na esplanada da Catedral, com um leve ventinho gelado, Beth contou de sua infância em Pelotas, dos tempos de introspecção grudada em revistas e livros e da sua escolha pelo jornalismo. Ela começou na profissão nos anos 1970, em uma revista/agência chamada Jack Rubens, quando ainda era estudante. Depois, conseguiu emprego numa rádio e foi neste veículo que começou a vida de repórter, pegando ainda um bom tempo da ditadura.
Em Santa Catarina seu primeiro trabalho foi no bom e velho Santa (atuou na sucursal), passando depois pelo O Estado e Diário Catarinense. De personalidade firme e algo teimosa, sua marca registrada sempre foi justamente a capacidade não aceitar tudo como verdade. Sempre há que investigar. No Diário, fazia o trabalho de redatora e subeditora, funções que praticamente nem existem mais no jornalismo.
Beth falou de um tempo de ouro do jornalismo, no qual o trabalho em equipe fazia toda a diferença. Também ressaltou a importância de se oferecer ao leitor um texto preciso, bem escrito e com as informações corretas. Meticulosa, sempre deu o seu melhor. Ao logo de toda a sua caminhada no jornalismo ainda ela ainda fez assessoria e produziu várias outras publicações. Beth contou histórias e se emocionou ao lembrar toda a beleza que é a trajetória de uma vida.
As fotos são de Rosane Lima e a filmagem de Felipe Maciel Martínez.